Cavernas do Peruaçu: tudo o que você precisa saber antes de ir

O Parque Nacional Carvenas do Peruaçu figura no topo da lista dos lugares mais bonitos que eu já visitei em Minas Gerais. Situado no norte de Minas, entre os municípios de Januária, São João das Missões e Itacarambi, ele conta com 56.400 hectares e integra o Circuito Turístico do Velho Chico.

Muita gente ainda não conhece e muitos sequer ouviram falar do lugar. Isso acontece porque o parque, que foi criado no ano de 1999, só foi aberto para visitação no ano de 2014. Durante esse período foram desenvolvidas trilhas, mirantes, passarelas e outros meios essenciais para a preservação dos sítios arqueológicos e das paisagens que são de tirar o fôlego.

Por ser assim, antes de te contar detalhes, vou dizer uma coisa importante: ao visitar o Peruaçu ou qualquer outro local considerado patrimônio cultural ou ambiental, respeite as regras. O turismo só compensa quando é consciente e quando a gente vai embora com a certeza de que muitos ainda terão a chance de se impressionar.

O que fazer e quantos dias ficar no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu

A primeira coisa que você precisa saber é o seguinte: o parque conta com sete trilhas, algumas com nível de dificuldade moderado e outras com nível pesado.

Então, antes de decidir quantos dias ficar você precisa pensar sobre três coisas: o seu condicionamento, o seu prazer em fazer trilhas e o quanto você pretende conhecer do lugar.

É que no parque todos os passeios envolvem trilhas, então, o número de dias da sua viagem vai depender de quantas trilhas você vai querer fazer. De forma geral, você pode se organizar para ficar entre 1 e 4 dias.

Meu roteiro foi de três dias, com saída de Belo Horizonte em uma sexta-feira à noite. Eu fui em um micro-ônibus, em um passeio organizado por uma agência local (não recomendo e vou falar sobre isso mais tarde).

    • 1º dia – chegamos bem cedo e fomos para a primeira trilha: Gruta do Janelão
    • 2º dia – fizemos as trilhas do Rezar e da Lapa dos Desenhos
    • 3º dia – passamos por Januária e voltamos para Belo Horizonte

A Gruta do Janelão é o ponto mais famoso do parque e é realmente inesquecível. Então, se tiver apenas um dia, com certeza é ela que você deve escolher.

Regras e valores

Para visitar o Parque Nacional Cavernas do Peruaçu você precisa fazer um agendamento pelo e-mail  cavernas.peruacu@icmbio.gov.br ou pelo site do ICMBio.

As visitas podem acontecer todos os dias da semana, entre 8 e 18 horas, mas por motivos de segurança a entrada nos atrativos é permitida até as 15 horas.

O acesso ao parque é gratuito, mas a contratação de um guia é obrigatória para todas as trilhas. O valor vai depender do número de pessoas. No ano que eu fui (2019) era R$ 150,00 para grupos de 8 pessoas (número máximo de pessoas por grupo).

No link do ICMBio tem a lista de guias credenciados, mas não posso deixar de indicar os nossos, porque eles foram incríveis: Joaquim e Rosivaldo.

O Joaquim foi morador do Peruaçu e só saiu da região quando o parque foi construído. Ele ama o local e foi com brilho nos olhos que disse que hoje, a maior felicidade que ele sente é levar as pessoas para passear por lá e escutar elas dizendo “uau” quando olham as paisagens.

Seguem os contatos: 

Joaquim Angelo da Silva Filho (Quinca) – (38) 99866-8666 ou (38)99750-4100

 Rosivaldo da Silva Cardoso – (38) 99208-7034

Quando ir

Eu fui no mês de julho e adorei. Na época o calor estava controlado e, de acordo com os nossos guias, é um dos meses mais frescos na região (lembrando que no norte de Minas sempre é calor).

O site oficial do parque informa que o local pode ser visitado o ano inteiro e esclarece que entre novembro e abril, por ser época das chuvas, o verde predomina na paisagem. Já entre maio e outubro, época da seca, a floresta perde completamente suas folhas e a paisagem fica bastante acinzentada.

Como chegar

Saindo de Belo Horizonte você pode chegar de três maneiras: ônibus, avião ou carro.

Se optar por ir de carro, saiba que as condições da estrada são excelentes. Apesar da distância (aproximadamente 10 horas), a viagem é muito tranquila e existem boas opções de lugares para comer pelo caminho.

Se você for de ônibus ou de avião, a primeira parada será em Montes Claros. De lá você que você vai pegar um ônibus ou alugar um carro até Januária.

Os ônibus saem o dia inteiro e não é necessário comprar com antecedência. Contudo, acredito que alugar um carro é a melhor opção, porque independente do local em que ficar hospedado, você vai precisar de transporte para ir e para voltar do parque.

Dependendo do período que você for e do número de pessoas que estiverem com você, o passeio pode ficar mais barato com o aluguel do carro do que ficaria com a contratação de uma agência de turismo local.

Onde ficar

Ao chegar você pode ficar em Januária, que tem mais estrutura e é uma cidade maior, ou partir para Itacarambi, uma cidade menor, que fica mais perto do parque.

Independente do local escolhido, saiba que as estadias e os restaurantes serão simples, mas que o pessoal é muito acolhedor. Também vale repetir que as condições da estrada são ótimas e você chegará com tranquilidade até o parque.

Atenção: lá no início eu disse que não recomendo agência que contratei para o meu passeio, você lembra? Agora vou te contar o motivo: o passeio foi contratado e a promessa era uma hospedagem em Januária, no Hotel Viva Maria, que é bem localizado e tem uma estrutura confortável, de acordo as pesquisas que eu fiz na internet.

Acontece que isso não aconteceu e a empresa nos levou para alguns quartos e pousadas que podem ser alugados perto do parque. Além da falta de estrutura dos lugares (isso em junho de 2019), a região não conta com opções de restaurantes para você comer à noite e o sinal de internet é péssimo.

Sendo assim, não vou recomendar pessoalmente nenhuma hospedagem e vou repetir o que comentei no início: fique em Januária ou em Itacarambi, ok?

Claro que com o tempo as condições na região do parque podem melhorar, mas na dúvida, não arrisque.

Onde Comer

Em razão do local que fiquei e da situação, não tenho dicas de restaurantes nas cidades de Itacarambi ou de Januária, mas com certeza os guias do parque e os responsáveis pelas pousadas saberão indicar.

Contudo, não posso deixar de te dar uma dica: ao terminar a trilha, almoce no Restaurante Portal do Peruaçu, que é comandado pela Rita de Cássia. Ao redor de uma mesa de madeira, a comida é caseira, farta e extremamente saborosa.

Eu comi mandioca, abóbora, feijão, carne de sol, salada e muito mais. Tudo estava perfeito e a simpatia dela e do marido tornam a experiência ainda melhor e claro, muito mais mineira.

Ah, o café da manhã também é completo, com fruta, bolo, biscoito e tudo que a gente precisa para começar um dia de aventuras.

Vale a pena contratar uma agência para visitar o Parque Nacional Cavernas do Peruaçu?

Sobre a contratação de uma agência ou de um pacote de viagens para o Peruaçu, se você quiser sair de casa sem se preocupar com nada, claro que pode valer a pena.

Mas se for contratar, pesquise muito sobre os serviços, sobre o que está ou não incluso e, principalmente, sobre as condições de hospedagem e alimentação.

Contudo, como eu disse aqui, é muito fácil organizar o seu passeio para lá e fazer toda a viagem por sua conta. Como você vai precisar de um guia no parque, faça o contato com ele para obter informações e tirar eventuais dúvidas que surgirem.

Como eles são credenciados pelo ICMBio e receberam treinamento adequado, eles poderão auxiliar em relação aos passeios e indicar agências locais, caso você precise de algum transporte na região.

Informações Importantes:

Endereço: Rod MGt 135, KM 155, s/n – Januária/MG

Telefone: (38) 3623-1038 / 3623-1039

Funcionamento: todos os dias, de 8h às 18h, com entrada permitida até as 15h

Entrada franca, contratação de guia obrigatória

Site

Beijos, Isabela.

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